04 Maio 2012

Denuncia - Marconi Perillo ‘cursou direito’ em turma especial para 2 alunos: ele e a esposa


A OAB-GO esclarece que o governador Marconi Perillo nunca esteve inscrito em seus quadros e, portanto, não possui a carteira da OAB.


marconi direito faculdade demóstenes gilmar
A Faculdade Alves Faria montou uma turma especial no curso de direito com apenas dois alunos: o senador Marconi Perillo e sua esposa Valéria Perillo.

O Ministério Público Federal em Goiás (MPF) ajuizou ação civil pública, com pedido de liminar, emdesfavor da Faculdade Alves Faria (Alfa), Marconi Perillo (senador da República), Valéria Perillo e União Federal, por concessão de tratamento privilegiado a agente político. De acordo com a procuradora da República Mariane Guimarães de Mello Oliveira, a Faculdade Alfa, localizada em Goiânia, sob a justificativa de atender necessidades especiais de Marconi Perillo, montou uma turma especial no cursode direito com apenas dois alunos: o Senador e sua esposa Valéria Perillo.

Para tanto, a instituição de ensino superior organizou sua estrutura física e seus professores, com salade aula exclusiva, apartada do convívio com os demais estudantes. A nova turma conta com horários de aula especiais, exclusivamente às segundas, sextas e sábados pela manhã, para atender a conveniência de Marconi e sua esposa, conferindo-lhes condições privilegiadas de acesso às aulas.

Para o MPF/GO o fato viola os princípios da isonomia e da generalidade na prestação de serviços públicos, configura tratamento seletivo e privilegiado sem previsão constitucional ou legal e viola as diretrizes e bases da educação nacional, previstas na Constituição da República e na Lei n.º 9.394/96.

O MPF/GO pediu a concessão de liminar, para determinar à Alfa que encerre imediatamente a turma especial do curso de direito criada para abrigar Marconi Perillo e Valéria Perillo, transferindo-os para salas de aula comuns. Alternativamente pediu que a faculdade providencie a abertura da turma especial para os demais alunos, de forma a completar o número de estudantes usualmente admitidos em uma sala de aula normal.Pediu também, que a Alfa, Marconi Perillo e Valéria Perillo sejam condenados a pagar indenização, a ser revertida para os alunos daquela faculdade, em valor a ser oportunamente calculado, com base no custo de manutenção da sala de aula especial, durante o período em que foi mantida às custas das mensalidades pagas pelos demais estudantes.

A ação foi distribuída para a 9ª Vara Federal de Goiânia, processo nº 2007.35.00.022088-0.
Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria da República em Goiás
Fone: (62) 3243-5454
E-mail: ascom@prgo.mpf.gov.br

Marconi “se formou” em 2010. Demóstenes Torres e Gilmar Mendes estiveram presentes na sua formatura.

A resposta da OAB-GO sobre Marconi Perillo

A OAB-GO esclarece que o governador Marconi Perillo nunca esteve inscrito em seus quadros e, portanto, não possui a carteira da OAB. Mesmo porque, nunca prestou o Exame de Ordem. Qualquer interessado pode checar no Cadastro Nacional de Advogados (cna.oab.org.br) se uma pessoa está ou não devidamente inscrita. A OAB-GO esclarece ainda que o Exame de Ordem é realizado pela Fundação Getúlio Vargas, sob supervisão do Conselho Federal da OAB. A secccional goiana da Ordem acrescenta que está e sempre esteve à inteira disposição da imprensa e da sociedade para esclarecer quaisquer assuntos concernentes à advocacia de Goiás.

Da web

14 Abril 2012

PSDB de Goiás recebeu R$ 800 mil da máfia de Cachoeira em 2010

O comitê do PSDB em Goiás, partido do governador Marconi Perillo, recebeu uma doação de R$ 800 mil do empresário Rossine Aires Guimarães, apontado pela Polícia Federal como um dos sócios do empresário de jogos de azar Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Quando a Folha vai tocar nesse assunto? Quando a Folha, Estadão, O Globo...vai deixar de proteger o PSDB?

Conforme a prestação de contas do partido disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rossine efetuou dois depósitos em favor do PSDB, por meio de transferência bancária. Um de R$ 500 mil no dia 26 de outubro, cinco dias antes do segundo turno. E outro no valor de R$ 300 mil, em 17 de novembro. Ele efetuou o depósito como pessoa física. Ao todo, o PSDB em Goiás recebeu R$ 22,8 milhões em doações.

Pelo relatório do inquérito da operação Monte Carlo, da Polícia Federal, Rossine é um dos cinco sócios da Ideal Segurança Ltda, com sede em Goiânia. Além dele, a PF aponta como outros sócios o próprio Carlinhos Cachoeira e Gleyb Ferreira da Cruz, um dos braços direitos do bicheiro. A PF suspeita que a Ideal Segurança era utilizada para lavagem de dinheiro de origem ilegal. De acordo com o relatório da PF, Rossine também emprestou dinheiro a integrantes do grupo de Cachoeira.

Na prestação de contas do PSDB em Goiás, o governador Marconi Perillo recebeu R$ 2,7 milhões do Diretório Estadual/Distrital do partido e R$ 14,3 milhões do comitê único do partido. O deputado estadual Mauro Rubem (PT) apresentou um requerimento da Assembleia Legislativa de Goiás nesta terça-feira (10) pedindo a convocação do presidente do comitê financeiro do PSDB na época da campanha, Jayme Ricoh, para dar explicações sobre as doações do sócio de Cachoeira.

O governador do Estado, Marconi Perillo, afirmou não enxergar qualquer ilegalidade na doação ....Nunca fui informado nem me interessei em saber sobre relações societárias entre empresas privadas”, afirmou Marconi Perillo. Outros integrantes do PSDB também não viram ilegalidades na doação do sócio do empresário Carlinhos Cachoeira.

Em Goiás, conforme revelações da Polícia Federal, a Ideal Segurança tentou conseguir contratos com a Secretaria de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh).

Nesta quarta-feira, pela primeira vez, a Assembleia Legislativa discutiu abertamente a relação entre políticos e assessores diretos do governador Marconi Perillo com o empresário Carlinhos Cachoeira. Na semana passada, dois funcionários do alto escalão do governo goiano pediram exoneração do cargo por supostas ligações com Cachoeira. A chefe de gabinete de Perillo foi flagrada em conversas telefônicas falando sobre operações da Polícia Federal em Goiás; o então presidente do Departamento de Trânsito em Goiás (Detran-GO), Edivaldo Cardoso, também deixou o governo, após ser apontado pela imprensa local como lobista dentro do governo em favor do empresário de jogos de azar.

O deputado estadual Paulo Cézar (PMDB), por exemplo, pediu uma “varredura” no governo goiano. Outros deputados da oposição, de partidos como PT também pediram a instalação urgência de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a relação de políticos com Cachoeira. O líder do PSDB na Assembleia, Túlio Isac, defendeu o governo afirmando que até agora não foi provada qualquer relação de Cachoeira com o governo estadual.
 
com blogs

28 Março 2012

A Conspiração da Oposição com a Mídia para Atingir o Governo - Demóstenes e os escândalos da Veja

No momento em que o senador Demóstenes Torres pede  para não ser julgado politicamente, um dos capítulos de sua parceria com a revista Veja: o caso Francisco Escórcio. Revela bem os métodos utilizados, posteriormente, no caso do grampo sem áudio.

Coube a Demóstenes, em combinação com a revista, deflagrar a manipulação, ao dizer que tinha sido informado - por telefonema de Pedrinho Abrão - sobre as intenções de Escórcio de filmar Torres e Marconi Perillo no hangar.


Nas investigações posteriores, Abrão negou peremptoriamente e informou que a razão do telefonema foi outra. De nada adiantou: mais um falso escândalo havia sido gestado na usina de Demóstenes e Veja.

Capítulo 1: cria-se a história de que assessor de Renan teria ido a Goiania espionar Demóstenes.

No auge das denúncias contra o então presidente do Senado Renan Calheiros, Veja(edição 2029, 10 de outubro de 2007) publica que Francisco Escórcio, assessor de Renan, foi a Goiânia montar um esquema de espionagem contra os senadores Demóstenes Torres (DEM) e Marconi Perillo (PSDB).

A testemunha chave seria o empresário e ex-deputado Pedrinho Abrão, a quem Escórcio teria pedido para filmar embarques dos dois senadores no hangar da empresa de Abrão. O pedido teria sido feito na presença de dois advogados, Heli Dourado e Wilson Azevedo.

Só no último parágrafo da matéria se descobre que nem os advogados nem o empresário confirmam a denúncia: " Pedro Abrão, por sua vez, confirma que os senadores usam seu hangar, que conhece os personagens citados, mas que não participou de nenhuma reunião", diz a revista.

A matéria "O jogo sujo de Renan Calheiros" (http://veja.abril.com.br/101007/p_060.shtml) é assinada, no alto, pelo chefe da sucursal. Policarpo Junior, e no pé, pelo repórter Alexandre Oltramari, que viria a ser assessor de Perilo na eleição de 2010. O avalista principal é Demóstenes Torres.

Capítulo 2: Folha compra a história e repercute, apesar dos desmentidos das testemunhas.

Naquele mesmo fim de semana, a Folha de S. Paulo compra a história da revista e ouve um dos advogados citados: Heli Dourado conta que recebeu Escórcio para tratar de processos políticos do Maranhão (foi ele quem redigiu a representação, acolhida um ano depois pelo TSE, que levou à cassação do governador Jackson Lago, adversário de José Sarney, que é o padrinho político de Escórcio).

Dourado diz também que foi Pedrinho Abrão, e não Escórcio, quem falou em filmar Perilo:"E aí o Pedrinho Abrão disse que o senador Marconi Perillo sempre saía do hangar dele e que, se [Escórcio] quisesse, podiam fotografar, filmar ele [Perillo] entrando e saindo", contou Dourado.

A matéria da Folha (http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u334551.shtml) não informa se a sugestão teria sido aceita, mas afirma no título: "Assessor de Renan tratou de espionagem, diz advogado"

Capítulo 3: repórter cede gravação para Demóstenes transmitir no som do Senado.

O trecho da gravação da entrevista da Folha, cedido a Demóstenes pelo repórter Leonardo Souza, é reproduzido no sistema de som do Senado, numa das sessões mais vergonhosas da história da casa (aqui o relato da Agência Senado: http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2007/10/09/demostenes-torre...) Uma semana depois, o então corregedor da Câmara, Romeu Tuma, decide ir a Goiânia para ouvir a testemunha-chave, PedrinhoAbrão:.

Capítulo 4: testemunha nega formalmente o episódio, mas desmentido não é publicado.

Ouvido formalmente, Abrão nega tudo. "Não tratamos de fotos e filmagens" disse Abrão ao corregedor, "mas o senhor pode ver que tenho 18 câmeras aqui, todas elas instaladas como medida de segurança". " Ele me disse também que não ligou para Demóstenes com o intuito de avisá-lo do plano de espionagem, mas para falar de obras no aeroporto de Goiânia, uma vez que Demóstenes é o relator da CPI do Apagão Aéreo" - disse Tuma.O registro está apenas na Agência Senado (replicado aqui no site Direito 2: http://direito2.com/asen/2007/out/17/tuma-vai-conferir-depoimento-de-ped...) Nem a Veja nem a Folha deram uma linha registrando a negativa de mais um escândalo em off)

A encenação de Demóstenes na sessão do Senado, tratando como escândalo uma mentira, denota o mesmo modus operandi do caso do grampo sem áudio. Na ponta midiática, impreterivelmente, a revista Veja.

Com blogs

01 Março 2012

O Grande Mentiroso - José Serra em 2012 já começou mentindo

José Serra (PSDB/SP) afirmou categoricamente que não se interessava em concorrer à prefeitura de São Paulo, no dia 25 de fevereiro de 2011, na Rádio Jovem Pan.

Agora, Serra demonstra que mentiu, ao lançar-se candidato à prefeito, no dia 28 de fevereiro de 2012.

Aliás, mentira é o que não falta na vida de Serra. Nas eleições de 2004 ele já havia mentido. Prometeu e assinou documento se comprometendo junto ao eleitor a não abandonar o cargo, se eleito, para concorrer em 2006. Mentiu! Abandonou a prefeitura com 1 ano e 3 meses de mandato.

Para piorar, na entrevista à Jovem Pan, Serra desdenhou da eleição para prefeito deste ano. Deu a entender que o cargo de prefeito de São Paulo era pouco para ele, uma vez que já foi prefeito e ele só pensa na presidência em 2014.

Com isso, Serra dá mostras de que em vez de candidatar-se para servir aos paulistanos, resolvendo os problemas de trânsito, enchentes, incêndios em favelas, cracolândia, etc, o candidato Serra quer servir-se da prefeitura como trampolim para a candidatura presidencial em 2014.

31 Janeiro 2012

Palavra de Ordem - "Enfrentar os meios de comunicação de massa!"

João Pedro Stédile colocou o enfrentamento aos meios de comunicação de massa entre os principais desafios que temos na conjuntura atual. O lider do MST falou na Assembléia dos Movimentos Sociais, ao final do FST.
 
Solicitando um minuto de silêncio pela morte de dois líderes de esquerda no ano passado - Egídio Brunetto, do MST e Paulo Schilling, um dos fundadores do PT - João Pedro Stédile iniciou sua intervenção na Assembléia dos Movimentos Sociais, tradicional no encerramento de todas as edições do Forum Social.
"Análise de conjuntura deve ser um exercício coletivo", disse Stédile. "Do olhar diferente de cada um é que se pode construir a síntese do que ocorre na complexidade da realidade atual". O economista propos-se então a levantar pontos de introdução para um aprofundamento da atual crise do capitalismo, lembrando que o sistema rejuvenesceu nas crises anteriores, a crise estrutural por maior que seja não conduzirá o capitalismo a sua auto-destruição. "Na última grande crise 20 milhões de imigrantes foram expulsos da Europa".

Entretanto, "a crise global pela primeira vez atinge todos os países", disse o lider do MST. Ressaltando a financeirização do capital e o fato de que 500 empresas transnacionais hoje controlam o mundo, Stédile acredita que a crise será longa e causará muitas transformações na vida dos povos. A utilização do Estado como instrumento de acumulação de capital e salvação dos bancos, enquanto há 200 milhões de operários desempregados no mundo, é outro dado apontado como fundamental para analisar o momento histórico atual.

Na época da segunda guerra, os governos decidiam, hoje existe uma "dicotomia entre o poder econômico e o poder político", continuou. "Hoje os governos se reunem e não representam o capitalismo, os bancos mudam os presidentes, os governos não tem poder político". Para Stédile, a crise é importante para o lado dos que querem superar o capitalismo. Ou iremos à bárbarie ou conseguiremos mudar as estruturas em nossos países, acredita o lider, e para isso devemos enfrentar alguns desafios principais.

Capitalismo e redes de tv

Stédile apontou cinco desafios principais na conjuntura atual. O primeiro é tirar as massas da apatia, superando o medo dos trabalhadores e inserindo parcelas da juventude que protesta, mas que estão deslocadas do mundo da produção. "Defendemos um projeto que supere o capitalismo", segundo desafio. "Como explicar para as massas e construir um caminho até o socialismo?", questionou.

Para o lider, faz parte desta resposta o enfrentamento aos meios de comunicação de massa. "A burguesia no mundo controla as massas pela televisão, a esquerda não está na televisão". Este terceiro desafio é fundamental, diz ele. "Fazer a disputa ideológica, enfrentar os meios de comunicação de massa". Indo além das lutas locais, "importantes para resolver problemas imediatos", Stédile acredita que a "a conjuntura nos exige que consigamos construir lutas comuns, de massa, contra os mesmos inimigos: capitalistas e as redes de tv!"

Devemos ser mais criativos nas formas de organização e de luta para envolver as massas, afirma. Ele destacou a data de 5 de junho como dia de ação global, onde devemos buscar realizar grandes mobilizações de massa em defesa dos recursos naturais da terra. Concluindo com um chamado à unidade dos movimentos sociais, disse esperar que refletíssemos sobre a questão: "O que podemos fazer juntos daqui para a frente?"

Por Terezinha Vicente

Palavra de Ordem - "Enfrentar os meios de comunicação de massa!"

João Pedro Stédile colocou o enfrentamento aos meios de comunicação de massa entre os principais desafios que temos na conjuntura atual. O lider do MST falou na Assembléia dos Movimentos Sociais, ao final do FST.
 
Solicitando um minuto de silêncio pela morte de dois líderes de esquerda no ano passado - Egídio Brunetto, do MST e Paulo Schilling, um dos fundadores do PT - João Pedro Stédile iniciou sua intervenção na Assembléia dos Movimentos Sociais, tradicional no encerramento de todas as edições do Forum Social.
"Análise de conjuntura deve ser um exercício coletivo", disse Stédile. "Do olhar diferente de cada um é que se pode construir a síntese do que ocorre na complexidade da realidade atual". O economista propos-se então a levantar pontos de introdução para um aprofundamento da atual crise do capitalismo, lembrando que o sistema rejuvenesceu nas crises anteriores, a crise estrutural por maior que seja não conduzirá o capitalismo a sua auto-destruição. "Na última grande crise 20 milhões de imigrantes foram expulsos da Europa".

Entretanto, "a crise global pela primeira vez atinge todos os países", disse o lider do MST. Ressaltando a financeirização do capital e o fato de que 500 empresas transnacionais hoje controlam o mundo, Stédile acredita que a crise será longa e causará muitas transformações na vida dos povos. A utilização do Estado como instrumento de acumulação de capital e salvação dos bancos, enquanto há 200 milhões de operários desempregados no mundo, é outro dado apontado como fundamental para analisar o momento histórico atual.

Na época da segunda guerra, os governos decidiam, hoje existe uma "dicotomia entre o poder econômico e o poder político", continuou. "Hoje os governos se reunem e não representam o capitalismo, os bancos mudam os presidentes, os governos não tem poder político". Para Stédile, a crise é importante para o lado dos que querem superar o capitalismo. Ou iremos à bárbarie ou conseguiremos mudar as estruturas em nossos países, acredita o lider, e para isso devemos enfrentar alguns desafios principais.

Capitalismo e redes de tv

Stédile apontou cinco desafios principais na conjuntura atual. O primeiro é tirar as massas da apatia, superando o medo dos trabalhadores e inserindo parcelas da juventude que protesta, mas que estão deslocadas do mundo da produção. "Defendemos um projeto que supere o capitalismo", segundo desafio. "Como explicar para as massas e construir um caminho até o socialismo?", questionou.

Para o lider, faz parte desta resposta o enfrentamento aos meios de comunicação de massa. "A burguesia no mundo controla as massas pela televisão, a esquerda não está na televisão". Este terceiro desafio é fundamental, diz ele. "Fazer a disputa ideológica, enfrentar os meios de comunicação de massa". Indo além das lutas locais, "importantes para resolver problemas imediatos", Stédile acredita que a "a conjuntura nos exige que consigamos construir lutas comuns, de massa, contra os mesmos inimigos: capitalistas e as redes de tv!"

Devemos ser mais criativos nas formas de organização e de luta para envolver as massas, afirma. Ele destacou a data de 5 de junho como dia de ação global, onde devemos buscar realizar grandes mobilizações de massa em defesa dos recursos naturais da terra. Concluindo com um chamado à unidade dos movimentos sociais, disse esperar que refletíssemos sobre a questão: "O que podemos fazer juntos daqui para a frente?"

Por Terezinha Vicente

11 Janeiro 2012

Tucano, amigo do Aécio, propõe lei para prender quem denunciar roubalheira de candidatos corruptos

Dep. Bonifácio Andrada (PSDB/MG), Aécio Neves e Anastasia em campanha.
Projeto de lei quer prender quer denunciar alguma roubalheira de candidatos corruptos.
Serrá o efeito da Privataria Tucana?

O deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), da bancada do tucano Aécio Neves, apresentou um projeto de lei (PL 2.301/11) que proíbe o eleitor de conhecer folha corrida de determinados crimes dos candidatos durante o período eleitoral.

O projeto determina a proibição de divulgação ou publicação de qualquer "sindicância, procedimento investigatório, inquérito ou processo, ou qualquer ocorrência de natureza penal" relativos a ilícitos cometidos por candidatos durante o período da campanha.

Cadê o PIG (Partido da Imprensa Golpista) para vociferar pela liberdade de imprensa? Cadê o Instituto Millenium?

Cadê os indignados marchadeiros? E os demo-tucanos que falavam em ficha limpa?

A proposta de "mordaça eleitoral" foi divulgada pelo próprio PSDB, no informe que destaca as iniciativas de parlamentares da bancada Congresso.

De acordo com o projeto, quem noticiar a roubalheira de um candidato corrupto, é quem irá preso (por três a oito anos), além do pagamento de multa de R$ 2 mil a R$ 15 mil. Isso por ter importunado a eleição do candidato ladrão.

Caso a divulgação seja feita por funcionário público, o texto prevê que ele fique suspenso de 30 a 60 dias ou ainda suspensão de 90 dias. Em caso de reincidência, pode ser punido com demissão.

- Patrulha Ideológica -

Recentemente a revista Veja junto com a Globo vêm travando uma guerra ideológica e patrulhamento dos livros didáticos que são distribuídos gratuitamente aos alunos pelos governos. A "denúncia" surgiu quando uma mãe disse que o livro da filha tinha conotações politico-ideólogicas marxistas e que isso ela não aceitava. A revista Veja, como era de se esperar, veio com a reportagem e a partir daí o diretor de "jornalismo" da Globo Ali Kamel se juntou ao coro anti-subversivo desses livros.

Os artigos de Kamel e de outros reacionários de plantão que acreditam no que ele e a Veja escrevem fez parecer que voltamos na era do macarthismo. O macarthismo ficou conhecido como a época em que o senador dos EUA Joseph McCarthy perseguia e denunciava qualquer um que ele achasse ter vínculo ou idéias que simpatizavam com o comunismo as quais eram chamadas de subversivas e que foi muito bem retratado no filme de George Clooney chamado Boa Noite Boa Sorte (Good Night Good Luck).

Kamel escreveu e pediu o cancelamento da distribuição dos livros de história que continham "erros" sobre assuntos como o período maoísta na China (o livro não dizia que Mao era responsável pelo assassinato de milhões de chineses), sobre o "sagrado" sistema capitalista e acusou o governo brasileiro de tentar doutrinar os alunos com tal ideologia esquerdista. A partir disso, o jornalista Luis Nassif entrou na discussão e apresentou a verdadeira intenção de Kamel que era a de favorecer a editora que pertence a Globo que teria perdido uma fatia dos milhões de reais que os governos destinam para a compra desses livros.

Vale lembrar que esse livro referido por Kamel fazia 10 anos que estava em circulação e que recentemente já teria sido reprovado e suspendido pela avaliação do MEC e de professores. Quem faz a seleção dos livros didáticos são o MEC e os professores das áreas referidas, portanto, não teria nenhuma interferência do governo na escolha, mas sim pura paranóia guerra fria de Ali Kamel.

Sou professor eventual de biologia da rede pública e já vi alguns livros que são distribuídos que continham muitos erros, mas se eu vou dar aula e os alunos possuem o livro, com certeza identificarei tais erros e corrigirei com os alunos. O mesmo vai ser feito pelos professores de história, pois se o livro tiver tais imprecisões históricas o professor vai saber corrigir isso com os alunos e pronto. Não precisa fazer tempestade em copo d´água como esta fazendo Kamel e seus patrulhas do CCC (comando de caça aos comunistas que existiu na época da ditadura brasileira) na imprensa. Qual será a verdade que Kamel quer que seja passada aos alunos da rede pública? Vai ver seria melhor os professores de história e geografia deixarem de lado esses livros para usar a revista Veja e o jornal O Globo onde Ali Kamel escreve suas asneiras, na sala de aula.

Não sei o porque do alarde de Kamel e outros com medo de isso "contaminar" a mente dos alunos e como ultimamente uma escritora aqui de Piracicaba escreveu que o "mal já foi feito". Que mal seria esse? Seria o mal de ter alunos contestadores do sistema tornando-os subversivos?
Garanto que esses 10 anos que o livro circulou nas escolas, não se formou grupos de estudantes Maoístas revolucionários tentando acabar com o sistema capitalista e nem fez aumentar a filiação do partido comunista no Brasil. Assim os alunos se interessassem e lêssem os livros com o intuito de formar uma ideologia, pois quem sabe assim não teríamos alunos tão apáticos como hoje em dia.

Enfim, essa discussão ainda esta dando o que falar e nada vai adiantar mais uma vez a imprensa vir com mais essa retórica anti-esquerda que adota diariamente para também tentar interferir no processo educacional tentando doutrinar até os professores com essa paranóia.