02 Setembro 2011

A Ideologia Tucana pelos $´s - Viés ideológico explica defesa dos interesses dos rentistas

Somente um viés ideológico - para não dizer a defesa de interesses dos rentistas e do capital financeiro - explica a postura de parte da mídia com relação aos juros no Brasil. Salta à vista que eles precisam cair. Mais, e logo (o COPOM os reduziu em 0,5% ontem), já que a conjuntura internacional mudou e muito.

Para conferir o acerto da redução basta olhar a decisão do FED (banco central norte-americano) de manter os Estados Unidos com juros negativos a médio prazo. Isso mesmo, negativos! A deliberação busca estimular a economia e não prevê mudanças (nos juros deles) até 2013, o que, convenhamos, é uma decisão para um cenário longo na atual conjuntura mundial.

No Brasil estamos no rumo certo com as medidas fiscais tomadas pelo governo sob riscos de uma maior valorização do real - até pelas medidas adotadas nos EUA e pelos fundamentos de nossa economia e empresas.

Preferência de investidores comprova acerto de nossa política


Demonstração desse acerto é a pesquisa divulgada hoje, que mostra que nosso país, entre os demais BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul), é o destino preferido pelos investidores americanos (vejam post abaixo, Brasil, cada vez mais o preferido dos investidores).

Para nós só havia mesmo uma saída - começar a diminuir já os juros, o que o BC fez em boa hora. É sempre bom lembrar que taxas Selic mais altas significam mais gastos com o pagamento dos juros da dívida interna, o que, na prática, anula todo esforço fiscal do governo. Já a redução dos juros, pelo contrário, fortalece ainda mais o esforço fiscal da gestão da presidenta Dilma Rousseff.

Da mesmo forma, a manutenção de um crescimento de pelo menos 4% e do aumento do salário mínimo propostos no Orçamento Geral da União enviado ao Congresso Nacional confirmam a continuidade do esforço fiscal do governo.

Mínimo sobe 13,6% no ano que vem


Ao entregar aos presidentes do Senado e da Câmara a proposta de Orçamento Geral da União 2012, a  ministra do Planejamento, Miriam Belchior, confirmou que o salário mínimo proposto pelo governo para o próximo ano é de R$ 619,21, um aumento de 13,6% sobre os R$ 545,00 atuais.

Temos aí indicações claras de que o governo continua apostando no mercado interno e no aumento do emprego e da renda, condições indispensáveis e necessárias  para enfrentar a crise atual, já que o cenário mundial é de baixo crescimento e de riscos de queda do preço das commodities.
Com Blogs

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- Patrulha Ideológica -

Recentemente a revista Veja junto com a Globo vêm travando uma guerra ideológica e patrulhamento dos livros didáticos que são distribuídos gratuitamente aos alunos pelos governos. A "denúncia" surgiu quando uma mãe disse que o livro da filha tinha conotações politico-ideólogicas marxistas e que isso ela não aceitava. A revista Veja, como era de se esperar, veio com a reportagem e a partir daí o diretor de "jornalismo" da Globo Ali Kamel se juntou ao coro anti-subversivo desses livros.

Os artigos de Kamel e de outros reacionários de plantão que acreditam no que ele e a Veja escrevem fez parecer que voltamos na era do macarthismo. O macarthismo ficou conhecido como a época em que o senador dos EUA Joseph McCarthy perseguia e denunciava qualquer um que ele achasse ter vínculo ou idéias que simpatizavam com o comunismo as quais eram chamadas de subversivas e que foi muito bem retratado no filme de George Clooney chamado Boa Noite Boa Sorte (Good Night Good Luck).

Kamel escreveu e pediu o cancelamento da distribuição dos livros de história que continham "erros" sobre assuntos como o período maoísta na China (o livro não dizia que Mao era responsável pelo assassinato de milhões de chineses), sobre o "sagrado" sistema capitalista e acusou o governo brasileiro de tentar doutrinar os alunos com tal ideologia esquerdista. A partir disso, o jornalista Luis Nassif entrou na discussão e apresentou a verdadeira intenção de Kamel que era a de favorecer a editora que pertence a Globo que teria perdido uma fatia dos milhões de reais que os governos destinam para a compra desses livros.

Vale lembrar que esse livro referido por Kamel fazia 10 anos que estava em circulação e que recentemente já teria sido reprovado e suspendido pela avaliação do MEC e de professores. Quem faz a seleção dos livros didáticos são o MEC e os professores das áreas referidas, portanto, não teria nenhuma interferência do governo na escolha, mas sim pura paranóia guerra fria de Ali Kamel.

Sou professor eventual de biologia da rede pública e já vi alguns livros que são distribuídos que continham muitos erros, mas se eu vou dar aula e os alunos possuem o livro, com certeza identificarei tais erros e corrigirei com os alunos. O mesmo vai ser feito pelos professores de história, pois se o livro tiver tais imprecisões históricas o professor vai saber corrigir isso com os alunos e pronto. Não precisa fazer tempestade em copo d´água como esta fazendo Kamel e seus patrulhas do CCC (comando de caça aos comunistas que existiu na época da ditadura brasileira) na imprensa. Qual será a verdade que Kamel quer que seja passada aos alunos da rede pública? Vai ver seria melhor os professores de história e geografia deixarem de lado esses livros para usar a revista Veja e o jornal O Globo onde Ali Kamel escreve suas asneiras, na sala de aula.

Não sei o porque do alarde de Kamel e outros com medo de isso "contaminar" a mente dos alunos e como ultimamente uma escritora aqui de Piracicaba escreveu que o "mal já foi feito". Que mal seria esse? Seria o mal de ter alunos contestadores do sistema tornando-os subversivos?
Garanto que esses 10 anos que o livro circulou nas escolas, não se formou grupos de estudantes Maoístas revolucionários tentando acabar com o sistema capitalista e nem fez aumentar a filiação do partido comunista no Brasil. Assim os alunos se interessassem e lêssem os livros com o intuito de formar uma ideologia, pois quem sabe assim não teríamos alunos tão apáticos como hoje em dia.

Enfim, essa discussão ainda esta dando o que falar e nada vai adiantar mais uma vez a imprensa vir com mais essa retórica anti-esquerda que adota diariamente para também tentar interferir no processo educacional tentando doutrinar até os professores com essa paranóia.